Passados os dias em que estivemos ao lado do Crucificado em sua caminhada de sofrimento, é hora de testemunharmos seu triunfo definitivo. A páscoa de Jesus, o Crucificado-Ressuscitado, é o maior sinal de esperança para os povos.
Ora, se como
discípulos-missionários acompanhamos o Mestre da Ceia à Cruz, é chegada a hora
de anunciarmos sua Ressureição: “a experiência do amor do Pai impele o cristão
a fazer-se um dom vivo, numa lógica de serviço e partilha que o torna
disponível para acolher os irmãos” (João Paulo II, Mensagem para a Quaresma de
1999).
Esse serviço aos irmãos,
especialmente aos que foram lançados às periferias do mundo, os amados com
predileção, brota como fonte inesgotável da vitória do Ressuscitado e é
condição inerente para bem celebrarmos a festa da Páscoa, como nos cobrou a
Campanha da Fraternidade, em nosso itinerário quaresmal de 2020: “Viu,
sentiu compaixão e cuidou dele”.
Cristãos leigos e
leigas, já é tarde e não podemos perder a hora da história, a Páscoa nos
impulsiona ao compromisso de aliviar as cruzes do povo em sua via sacra diária,
e apontar o caminho da Estação Definitiva: A Ressurreição!
Empunhemos sem temor as nossas
bandeiras pascais: A vida está acima do lucro! Toda vida é importante! Ninguém
pode ser preterido para garantir a riqueza de poucos! Saúde não é mercadoria! Vida
plena para toda a criação!
Desejamos que em
família, tenhamos todos e todas uma feliz e santa Páscoa do Senhor.