“Eis que conceberás e darás à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus”. (Lc 1, 31). “Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor”. (Lc 2, 10).
Por Laudelino Augusto Azevedo
“Jesus deu então um grande brado e disse: ‘ Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito ‘. E, dizendo isto, expirou”. (Lc 23, 46).”Por que procurais entre os mortos aquele que está vivo? Ele não está aqui: Ele ressuscitou!” (Lc 24, 5-6).
Esta é a melhor e maior notícia da História, o Evangelho, a Boa Nova: a Encarnação do Verbo, sua Vida, Paixão, Morte e Ressurreição. É a Páscoa, “passagem”, que celebramos liturgicamente nestes dias. A questão é a seguinte: que conseqüências este fato histórico tem operado em nossa vida?
Que significado tem celebrar a Páscoa, hoje?
No Antigo Testamento, celebrava-se a Páscoa como memorial da “passagem” da escravidão no Egito para a liberdade na “Terra Prometida”. Jesus Cristo ampliou e plenificou esta libertação realizando a “passagem” da morte para a vida, das situações de pecado para a vida na Graça. A Páscoa, portanto, é um acontecimento concreto que implica em mudança de vida para melhor, conversão dos corações e das estruturas, das mentalidades e das relações entre as pessoas e instituições.
Liturgicamente, com celebrações tradicionais muito belas e profundas, celebramos a vitória de Cristo sobre a morte: “Graças se rendam a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo!” (I Cor 15, 57). “A morte foi absorvida na vitória. Morte, onde está a tua vitória? Morte, onde está o teu aguilhão?” (I Cor 15, 55).
Caríssimos leitor e leitora, precisamos viver o que celebramos e celebrar o que vivemos. A Páscoa celebrada e vivida por nós, leva-nos a uma transformação profunda da realidade, pela construção da sociedade que possibilite ao povo, como sujeito, romper as cadeias do sofrimento, da exploração, da “cultura da morte” e resgatar a sua dignidade como filhos e filhas de Deus, criados para serem vivos, livres e felizes. Ou seja, realizar a ressurreição do povo na história! Que a Páscoa aconteça em nosso país, com a Constituição sendo respeitada e a Justiça atingindo a todos! A Paz será o “fruto da Justiça”!
Neste Ano Santo da Misericórdia, celebramos com intenso júbilo, a realização do Plano amoroso de Deus!
Na alegria profunda da vitória de Cristo, desejamos que você, sua família e Comunidade participem intensamente da fecundidade libertadora da Páscoa, que é sempre “feliz” para os que assumem o Projeto de Vida em abundância para todos.
Laudelino Augusto Azevedo
Vice Presidente CNLB
