GOIÂNIA (GO) – Teve início na quinta-feira (4), no Centro Pastoral Dom Fernando, em Goiânia, a 44ª Assembleia Geral do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB). O encontro, que se estende até o próximo domingo (7), reúne cristãos leigos e leigas de todas as regiões do país para debater os principais desafios da Igreja e da sociedade brasileira.
Como parte das atividades deste primeiro dia, foi celebrada uma Santa Missa presidida pelo arcebispo metropolitano de Goiânia, Dom João Justino de Medeiros Silva. Na ocasião, o prelado anunciou oficialmente a abertura do Ano Eucarístico Arquidiocesano, que servirá como preparação para o 19º Congresso Eucarístico Nacional, agendado para setembro do próximo ano na capital goiana.
O papel central dos cristãos leigos e leigas na missão
Durante a homilia, direcionada ao plenário de delegados do CNLB, Dom João Justino apresentou o tema central do congresso, “Hóstias vivas no mundo para a glória do Pai”, e colocou o protagonismo dos cristãos leigos e leigas no coração desta caminhada. O arcebispo destacou que o Ano Eucarístico será impulsionado por uma grande ação missionária voltada às famílias e sustentada, majoritariamente, pelo trabalho voluntário do laicato.
A resposta das comunidades tem demonstrado a força desse engajamento, com mais de 6 mil cristãos leigos e leigas já voluntariados para as visitas na arquidiocese. Como exemplo prático, o arcebispo citou a paróquia Santo Antônio de Pádua, em Aparecida de Goiânia, onde um grupo de 300 cristãos leigos e leigas tomou a iniciativa de iniciar o trabalho missionário prestando assistência e visitando uma ocupação com cerca de 800 famílias.
Alerta contra as divisões e homenagem aos ministros
Em sintonia com a pauta da Assembleia Geral do CNLB de refletir sobre a realidade social do país, o arcebispo fez duras críticas ao individualismo e às divisões contemporâneas. Ele alertou para o perigo de a Igreja fechar-se no “rubricismo” — o apego estrito e formal às regras litúrgicas — em detrimento do espírito comunitário, reforçando que a participação no sacramento exige um compromisso indissociável com a comunhão e com a transformação social.
Ao encerrar, Dom João Justino prestou uma homenagem especial aos cerca de 7 mil ministros extraordinários da comunhão eucarística da arquidiocese. Ele enfatizou que o trabalho silencioso desses cristãos leigos e leigas, ao levarem o conforto espiritual a idosos e enfermos em seus lares, representa a verdadeira essência de uma “Igreja em saída”, que estende a mesa do altar para além dos templos.