Assembleia Geral aprova novo Regimento Interno do CNLB

A Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada pelo Conselho Nacional do Laicato do Brasil, no dia 11 de abril de 2026, aprovou o novo Regimento Interno do organismo. O encontro ocorreu em formato virtual, com a participação de delegados dos regionais e de organizações filiadas de diferentes partes do país.

O documento regulamenta o Estatuto do CNLB e atualiza normas de funcionamento que estavam sem revisão há cerca de 25 anos. A proposta busca adequar a estrutura do organismo às demandas pastorais da Igreja no Brasil e às exigências jurídicas civis.

Na abertura dos trabalhos, o presidente Márcio José de Oliveira destacou que a aprovação do texto contribui para dar mais agilidade aos processos internos e fortalecer a atuação sinodal do Conselho.

“Aprovamos um regimento que nos permite avançar em nossa missão, desburocratizando processos e fortalecendo a dimensão sinodal.”

Entre as principais mudanças está a nova diretriz sobre a participação das juventudes, que deixam de estar concentradas em uma comissão específica e passam a integrar, de forma transversal, os diferentes espaços de decisão, comissões nacionais e grupos de trabalho.

O texto também redefine os critérios para a constituição dos regionais. A partir de agora, será considerado CNLB Regional o território que tiver ao menos 20% das dioceses com conselhos constituídos. As instâncias que não alcançarem esse percentual serão organizadas como Equipes de Articulação, com acompanhamento da presidência nacional e das comissões.

Foram mantidas as comissões de Formação, Comunicação e Ação Sociotransformadora, além da criação da Comissão Nacional de Sustentabilidade Financeira.

A assembleia também foi marcada por momentos de oração e memória de lideranças que contribuíram com a história do organismo, como Carlos Francisco e Vanda Conte.

A votação foi realizada por meio de enquetes digitais e manifestações no chat, com aprovação unânime do texto final. Ao encerramento da sessão, 80 votos favoráveis confirmaram a conclusão dos trabalhos.

A vice-presidente Marlise Ritter afirmou que o novo regimento deve contribuir para fortalecer a atuação dos cristãos leigos e leigas como sujeitos eclesiais.

Com a aprovação do documento, a próxima etapa do calendário do organismo será a Assembleia Geral prevista para Goiânia.