“Cristãos leigos e leigas: no coração do mundo, chamados a ser Igreja profética e servidora”

O tema escolhido para a 44ª Assembleia Geral do Conselho Nacional do Laicato do Brasil será desenvolvido em painéis, conferências, oficinas e celebrações. Qual a importância deste tema para o laicato brasileiro?

Chamados a ser Igreja profética e servidora

O Papa Francisco retomou a eclesiologia da Igreja Povo de Deus do Concílio Vaticano II e buscou atualizar sua missão para os dias de hoje. Insistiu que a Igreja tem que ser inclusiva e acolhedora, em saída, servidora, sinodal. Uma Igreja para todos, todos, todos! Uma Igreja que:

  • Escuta as dores e alegrias das pessoas, especialmente dos pobres
  • Denuncia as estruturas sociais excludentes e injustas
  • Consola os aflitos, socorre os necessitados, alimenta a esperança
  • Testemunha a alegria do Ressuscitado
  • Se coloca em saída para as periferias geográficas e existenciais
  • Está a serviço do Reino de Deus
  • Cuida das pessoas e da Casa Comum

No coração do mundo

A Igreja existe para testemunhar Jesus Cristo e ser sinal do Reino de Deus. Nela, “a primeira tarefa dos Leigos e Leigas é permear e transformar as realidades temporais com o espírito do Evangelho” (Documento final do Sínodo sobre a Sinodalidade, n. 66). Conforme o Documento de Aparecida (n. 174), “o campo específico da atividade evangelizadora leiga é o complexo mundo do trabalho, da cultura, das ciências e das artes, da política, dos meios de comunicação e da economia, assim como as esferas da família, da educação, da vida profissional, sobretudo nos contextos onde a Igreja se faz presente somente por meio deles”.

É no coração do mundo que os cristãos leigos e leigas testemunham uma Igreja profética e servidora.

Cristãos leigos e leigas

Trazendo todas essas questões para a realidade do laicato, a Assembleia se desenvolve a partir de 3 eixos temáticos.

1. Identidade, pertença e incidência do CNLB nas dioceses. Isso implica fortalecer a eclesialidade, a relação com o clero, as pessoas consagradas e outras lideranças leigas e a atuação em pastorais, movimentos e organizações da Igreja e da sociedade civil.

2. Ser Igreja sinodal e servidora. O caminho de sinodalidade da Igreja exige a conversão das relações, dos processos de discernimento e decisão e dos vínculos. Essas conversões vitalizam a comunhão, a participação e a missão da Igreja, formando um povo de discípulos missionários.

3. A ação profética e sociotransformadora do laicato. A missão laical inclui a profecia, a diaconia/serviço, a defesa da vida e a comunicação para a verdade e a paz. A atuação transformadora dos cristãos leigos e leigas nos diversos espaços da sociedade fortalece a sinodalidade na Igreja Povo de Deus.