O Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), as Comunidades Eclesiais de Base do Brasil (CEBs do Brasil) e a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional) somam suas vozes em defesa da vida das mulheres e contra todas as formas de violência e feminicídio.
Intitulado “A Vida das Mulheres exige o nosso Grito!”, o manifesto parte de uma fé que “não se omite e age para transformar a sociedade” e destaca os 20 anos da Lei Maria da Penha e o Grito dos Excluídos 2026, que convoca à urgência de manter as “Mulheres Vivas”.
Fé que se compromete com a vida
O documento reconhece os avanços promovidos pela Lei Maria da Penha, especialmente na prevenção, proteção, assistência e responsabilização diante da violência contra as mulheres. Também destaca a importância das medidas protetivas, das Casas da Mulher Brasileira e do Ligue 180 como instrumentos de enfrentamento à violência.
Ao mesmo tempo, o manifesto alerta que as conquistas ainda não foram suficientes para superar a realidade da violência contra as mulheres. O texto chama atenção para a persistência do feminicídio, da violência psicológica e doméstica e para a desigualdade que atinge de maneira ainda mais grave as mulheres negras.
Para as organizações signatárias, é necessário compreender que essas violências também estão relacionadas a estruturas sociais marcadas pelo patriarcado e pelo machismo. O manifesto aponta, entre outros fatores, o sentimento de posse sobre as mulheres e as tentativas de limitar sua emancipação profissional, econômica, social e intelectual.
“A Vida das Mulheres exige o nosso Grito!”
Diante desse cenário, o manifesto reafirma o compromisso de defender a vida das mulheres e combater todas as formas de opressão que possam culminar em violência e feminicídio.
Entre as ações propostas estão a divulgação de canais de denúncia e protocolos de atendimento às vítimas, a realização de atividades de sensibilização em parceria com outros segmentos da sociedade e a promoção de campanhas voltadas à educação para o respeito entre homens e mulheres e para uma cultura de paz.
A iniciativa busca, assim, fortalecer uma atuação conjunta entre diferentes setores da sociedade e tradições religiosas no enfrentamento às múltiplas formas de violência contra as mulheres, reafirmando que a defesa da vida exige compromisso, mobilização e ação coletiva.
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